Um adeus


A vida me ensinou a dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração.
Charles Chaplin

Meu artigo de maio da Revista Estilo Off vem carregado de emoção, pois surge na intenção de me despedir de todos que me acompanharam nesses anos em que estive assinando um pedacinho desse exemplar.
Fazer parte de uma revista como a Estilo Off é sem dúvida alguma algo muito prazeroso, ao mesmo tempo que aterrorizante. Primeiro pela qualidade do trabalho desenvolvido, depois por termos (nós colaboradores) a liberdade de escrever sobre o que desejamos, sem restrições e por último por ser uma revista com uma clientela específica e exigente.
Indiscutivelmente a revista acrescentou, e muito, na minha caminhada pela busca de uma escrita que realmente chegasse ao entendimento do leitor. Minha intenção sempre foi utilizar de artifícios que proporcionassem ao leitor a noção clara do que eu queria lhe dizer, e mais, do que eu queria que ele sentisse.
Digo isso porque muitas vezes, escrevemos sem pensar no que o leitor absorverá do nosso texto, não que isso aconteça propositalmente, simplesmente acontece. Contudo, mais do que palavras bonitas criteriosamente escolhidas, que não fossem tão coloquiais, ou que seguissem a risca a chamada norma culta da Língua, procurei escrever pelo simples prazer de tal feito, baseando-me na fantástica citação do grande mestre Fernando Pessoa: “Sentir? Sinta quem lê.”
Graças a Deus, nada neste universo é eterno. Passamos pela vida das pessoas com a certeza de que não somos cobaias de coincidências ou de simples obra do destino. Deus está no controle de tudo. Makutb! Sempre estará escrito.
Quando Marcelo me convidou para fazer parte da revista fiquei muito apreensivo, pois não sabia se teria a capacidade de assumir tal compromisso e principalmente se conseguiria escrever sob “pressão”. Digo pressão, pois o exemplar é mensal, portanto exigia um desdobramento para que tivesse um texto que fosse atual, relevante e que revelasse a realidade do povo Itaperunense, muito parecida, em alguns âmbitos, com a realidade das mais diversas cidades do país.
Ainda me lembro das várias edições da Estilo Off em que participei. A dúvida que pairava sempre na minha memória era: O que escrever para um público tão seletivo? Pensar num texto para agradar é razoavelmente fácil, mas eu queria mostra quem eu era, o que eu pensava e saber se as minhas reflexões faziam parte também da vida de outras pessoas.
Um dos textos que mais me surpreendeu foi o da edição de dezembro de 2008 quando resolvi escrever sobre “Fim de ano… uma ótima oportunidade de tirar as máscaras”. Ao receber o exemplar fiquei tão maravilhado com a diagramação, com os detalhes das imagens escolhidas e espalhei para todos que a partir daquele momento eu fazia realmente parte da revista.
Ouvi tantas coisas, li algumas barbaridades e sobrevivi a todas as críticas. Em contrapartida, recebi tantos elogios, dicas, sugestões. As pessoas me paravam na rua para dizerem que gostavam ou sobre o que queriam que eu escrevesse na próxima edição.
Escrever não é uma tarefa fácil. Seja uma simples dissertação de vestibular, ou uma tese de doutorado. A Língua Portuguesa é traiçoeira e pega desprevenido, mesmo os que fazem dela um instrumento de trabalho e que lidam com ela corriqueiramente.
Na Estilo Off fomentei reflexões, incitei polêmicas, desabafei desrespeitos e mostrei que para ser lido, precisa-se mais do que técnicas bem elaboradas de escrita, precisa-se de emoção, de se colocar no lugar do leitor que terá de decifrar o código das entrelinhas do seu texto.
Liberdade, Religião, Homossexualidade, Maioridade, Política, Carnaval, Educação, Cultura e Racismo foram temas abordados por mim nas diversas edições, o que me proporcionava exercitar ainda mais o ato da escrita e da leitura para tal feito.
Através dos meus artigos deixarei citações minhas que quando releio imagino que naquele momento fui dominado por um espírito da leitura/escrita, pois sabe Deus como surgiram na minha mente.
Citações do tipo: “Precisa-se URGENTEMENTE de pessoas apaixonáveis, pois um belo dia se morre, e já não haverá mais a oportunidade de se apaixonar nesse universo de apaixonados.”, ou “Quando partirmos, sabe Deus para onde, as únicas coisas que ficarão serão as atitudes, os momentos, as alegrias, as tristezas, as brigas, os sorrisos…”, ou ainda “Conviver com a diversidade é uma virtude que poucos praticam na sua vida cotidiana.
Isso tudo surge sem aviso prévio. Prova disso é que escrevo esse texto de despedida às duas horas e vinte e um minutos do dia dezoito de abril de dois mil e doze. A inspiração simplesmente surge e basta.
Despeço-me da Revista Estilo Off com a certeza de que fiz minha parte. Comprovo isso nos e-mails recebidos, nas palavras de carinho, nas críticas e nas sugestões de pautas. Saio da revista na tentativa de alçar vôos maiores que exigirão de mim tempo integral.
Buscar coisas novas que acrescentem em todos os âmbitos da nossa vida é preciso! E temos de aproveitar enquanto é tempo. Por isso deixo a todos o desejo de muita saúde para que continuemos na luta diária por nosso ideal, pois é o que nos resta.
Fiquem bem!

Artigo publicado na Revista Estilo Off edição de maio/2012

Um adeus


A vida me ensinou a dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração.
Charles Chaplin
Artigo publicado na Revista Estilo Off edição de maio/2012

Meu artigo de maio da Revista Estilo Off vem carregado de emoção, pois surge na intenção de me despedir de todos que me acompanharam nesses anos em que estive assinando um pedacinho desse exemplar.

Fazer parte de uma revista como a Estilo Off é sem dúvida alguma algo muito prazeroso, ao mesmo tempo que aterrorizante. Primeiro pela qualidade do trabalho desenvolvido, depois por termos (nós colaboradores) a liberdade de escrever sobre o que desejamos, sem restrições e por último por ser uma revista com uma clientela específica e exigente.
Indiscutivelmente a revista acrescentou, e muito, na minha caminhada pela busca de uma escrita que realmente chegasse ao entendimento do leitor. Minha intenção sempre foi utilizar de artifícios que proporcionassem ao leitor a noção clara do que eu queria lhe dizer, e mais, do que eu queria que ele sentisse.
Digo isso porque muitas vezes, escrevemos sem pensar no que o leitor absorverá do nosso texto, não que isso aconteça propositalmente, simplesmente acontece. Contudo, mais do que palavras bonitas criteriosamente escolhidas, que não fossem tão coloquiais, ou que seguissem a risca a chamada norma culta da Língua, procurei escrever pelo simples prazer de tal feito, baseando-me na fantástica citação do grande mestre Fernando Pessoa: “Sentir? Sinta quem lê.”
Graças a Deus, nada neste universo é eterno. Passamos pela vida das pessoas com a certeza de que não somos cobaias de coincidências ou de simples obra do destino. Deus está no controle de tudo. Makutb! Sempre estará escrito.
Quando Marcelo me convidou para fazer parte da revista fiquei muito apreensivo, pois não sabia se teria a capacidade de assumir tal compromisso e principalmente se conseguiria escrever sob “pressão”. Digo pressão, pois o exemplar é mensal, portanto exigia um desdobramento para que tivesse um texto que fosse atual, relevante e que revelasse a realidade do povo Itaperunense, muito parecida, em alguns âmbitos, com a realidade das mais diversas cidades do país.
Ainda me lembro das várias edições da Estilo Off em que participei. A dúvida que pairava sempre na minha memória era: O que escrever para um público tão seletivo? Pensar num texto para agradar é razoavelmente fácil, mas eu queria mostra quem eu era, o que eu pensava e saber se as minhas reflexões faziam parte também da vida de outras pessoas.
Um dos textos que mais me surpreendeu foi o da edição de dezembro de 2008 quando resolvi escrever sobre “Fim de ano… uma ótima oportunidade de tirar as máscaras”. Ao receber o exemplar fiquei tão maravilhado com a diagramação, com os detalhes das imagens escolhidas e espalhei para todos que a partir daquele momento eu fazia realmente parte da revista.
Ouvi tantas coisas, li algumas barbaridades e sobrevivi a todas as críticas. Em contrapartida, recebi tantos elogios, dicas, sugestões. As pessoas me paravam na rua para dizerem que gostavam ou sobre o que queriam que eu escrevesse na próxima edição.
Escrever não é uma tarefa fácil. Seja uma simples dissertação de vestibular, ou uma tese de doutorado. A Língua Portuguesa é traiçoeira e pega desprevenido, mesmo os que fazem dela um instrumento de trabalho e que lidam com ela corriqueiramente.
Na Estilo Off fomentei reflexões, incitei polêmicas, desabafei desrespeitos e mostrei que para ser lido, precisa-se mais do que técnicas bem elaboradas de escrita, precisa-se de emoção, de se colocar no lugar do leitor que terá de decifrar o código das entrelinhas do seu texto.
Liberdade, Religião, Homossexualidade, Maioridade, Política, Carnaval, Educação, Cultura e Racismo foram temas abordados por mim nas diversas edições, o que me proporcionava exercitar ainda mais o ato da escrita e da leitura para tal feito.
Através dos meus artigos deixarei citações minhas que quando releio imagino que naquele momento fui dominado por um espírito da leitura/escrita, pois sabe Deus como surgiram na minha mente.
Citações do tipo: “Precisa-se URGENTEMENTE de pessoas apaixonáveis, pois um belo dia se morre, e já não haverá mais a oportunidade de se apaixonar nesse universo de apaixonados.”, ou “Quando partirmos, sabe Deus para onde, as únicas coisas que ficarão serão as atitudes, os momentos, as alegrias, as tristezas, as brigas, os sorrisos…”, ou ainda “Conviver com a diversidade é uma virtude que poucos praticam na sua vida cotidiana.”
Isso tudo surge sem aviso prévio. Prova disso é que escrevo esse texto de despedida às duas horas e vinte e um minutos do dia dezoito de abril de dois mil e doze. A inspiração simplesmente surge e basta.
Despeço-me da Revista Estilo Off com a certeza de que fiz minha parte. Comprovo isso nos e-mails recebidos, nas palavras de carinho, nas críticas e nas sugestões de pautas. Saio da revista na tentativa de alçar vôos maiores que exigirão de mim tempo integral.
Buscar coisas novas que acrescentem em todos os âmbitos da nossa vida é preciso! E temos de aproveitar enquanto é tempo. Por isso deixo a todos o desejo de muita saúde para que continuemos na luta diária por nosso ideal, pois é o que nos resta.
Fiquem bem!