Joelma exerceu sua liberdade e disse o que pensa


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Foto: Reprodução

Quero iniciar este post com o pensamento de Léon Tolstoi, que diz: “Não alcançamos a liberdade buscando a liberdade, mas sim a verdade. A liberdade não é um fim, mas uma consequência.” Que liberdade é essa tão procurada? Que verdade é essa tão fundamental para a convivência humana?

Após tantas críticas e alguns elogios sobre as declarações da cantora Joelma da banda Calypso em relação à homossexualidade, resolvi também exercer o meu direito de liberdade e socializar a minha verdade sobre isso tudo.

Vamos às incoerências do fato fatídico:
1. Primeiro a cantora declara: “Uso aquelas roupas curtas e rebolo, mas, quando falo de Deus, todo mundo entende”.
2. Depois acrescenta que, se tivesse um filho homossexual, “lutaria até a morte para fazer sua conversão”.
3. Ao site EGO Joelma disse que o motivo de seu posicionamento é por ser evangélica, e afirmou novamente que “lutaria até a morte” tentando mudar a orientação de um filho seu se ele fosse gay. “Sou contra porque minha religião não permite. Por isso eu não quero que meu filho seja gay”, falou.

Pois bem, concordo inicialmente com ela quando menciona que as vestimentas não traduzem quem é determinado indivíduo na sua essência. Prova disso que temos muita gente mau-caráter engravatada rodando por todos os cantos. Somos muito mais do que uma peça de roupa. Mas se é para seguir os mandamentos da igreja, como a mesma afirma ao dizer o porquê da opinião contrária ao casamento homossexual, não conheço nenhuma que permita tal tipo de vestimenta, a não ser que esta esteja interessada nos altos dízimos da fiel cantora de calypso. E assim “Deus” perdoa!

Segundo, também não vejo problema do filho ser convertido a sua religião, tendo em vista que cada um segue os preceitos religiosos que acharem por bem, se é que a cantora fez a citação referenciando a mesma intenção que pensei. Contudo, caso seja na intenção de tratar a sexualidade como algo que se pode modificar, é incoerente pensar que um ser humano é por completo o que o mundo exterior faz dele. E se fosse realmente uma opção ou orientação chegaríamos ao consenso de que os pais de homossexuais teriam grande influência para que tal mudança aconteça, sendo esses os exemplos iniciais que todo ser humano tem? Creio serem raros os casos de pais de homossexuais, também serem homossexuais, em contrapartida, são milhares de homossexuais espalhados pelo universo.

Enfim, o fato é que Joelma tem o direito de liberdade em opinar sobre o que quiser, falar o que bem entender, sem lógico, agredir diretamente alguma outra pessoa. Não é para isso que todos os homossexuais lutam diariamente?

A luta dos LGBT não é pela liberdade de expressão garantida constitucionalmente, pelo livre arbítrio de exercer seu comportamento (seja ele como for) sem que os ditos heterossexuais nos recriminem? A luta não gira através da máxima de que todos nós precisamos de respeito a nossa individualidade?

Pois bem, Joelma exerceu sua liberdade e disse o que pensa. A cantora não disse nada que afetasse diretamente a outro ser humano. Ela pode sim, ser contra o casamento gay. É direito dela propagar sua heterossexualidade.

Por mais que pareça, esse texto não visa corroborar com a intenção de concordar com Joelma em sua fala, sou plenamente contra, o que é direito meu. Tento aqui estabelecer uma coerência lúcida de que quando muitos falam mal da cantora e provocam-na com palavras ofensivas à sua família, estão exercendo uma postura contrária a tudo que apregoam pelos direitos civis e constitucionais igualitários a todos, e pelo respeito tão difundido nos discursos político-sociais dos militantes envolvidos com a causa LGBT.

Por fim, não creio que seja atacando de forma esdrúxula e ofensiva a cantora, que esses tipos de opiniões se esvairão. Respeito à individualidade, inclusive de opinião, é fundamental para uma relação harmônica entre os seres humanos. E não será praticando o ditado: Olho por olho, dente por dente, que iremos mudar essa realidade de pensamentos. Precisamos mesmo é de interiorizar mais o pensamento de Tolstoi: “A liberdade não é um fim, mas uma consequência.”

Lembram do amar ao próximo como a ti mesmo?! Pois bem, essa é a máxima! Mesmo quando esse próximo é alguém como Joelma que não acredita que devemos ter os mesmos direitos civis estabelecidos por lei a todo cidadão.

Enfim, Joelma exerceu sua liberdade e disse o que pensa e não é de nossa alçada saber se é certo ou errado, basta sabermos que é diferente e respeitarmos.

Pronto, falei, estou aliviado!

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