Transpiração é necessário!


Artigo publicado no Revista Estilo Off de Agosto/2011

Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever – inclusive a sua própria história. Bill Gates

Inspiração é o sentimento que alimenta nossas vidas. Principalmente, de quem ousa escrever para as outras pessoas lerem, de forma qualitativa.
Por mais que tenhamos uma gama de assuntos relevantes a relatar e/ou discutir, por mais que tenhamos sugestões maravilhosas de leitores fiéis, sem a inspiração, isso nada adianta. Primeiro que escrever sem o acompanhamento dela, é um risco muito alto, pois podemos ficar divagando, divagando, divagando e não resultar em nada. Segundo que um texto escrito com prazer, torna-se prazeroso também ao leitor.
Todas as vezes que preciso entregar um texto para determinado veiculo de comunicação, fico aterrorizado, principalmente se a inspiração ainda não chegou e me sinto pressionado a tal feito. O nosso Pubisher da Revista Estilo Off, que o diga. Vários e-mails de cobrança na minha caixa de entrada. (sic.)
Escrever por encomenda é um horror! Principalmente, porque além da inspiração precisamos sempre de algo mais, de um estímulo, de uma vivência ou entendimento sobre o que se escreve, pois senão fica sem fundamento.
Mas como diz Thomas Edison, um gênio é movido em 1% de inspiração e 99% de transpiração. Essa transpiração que às vezes falta no escritor de forma explicável, pois dificilmente este deixaria publicar um texto que não fosse condizente com suas atitudes reais, é a mesma que o transforma num escritor para ser lido.
Estar inspirado e transpirando frenéticamente é imprescindível para resultar num bom texto. Mas quando não vem, como é que se faz?
No dicionário consta que a inspiração é o processo de sugar o ar para dentro do organismo, e depois liberá-lo para fora do corpo através da expiração. Fantástico né? É exatamente isso. Alimentar-nos de conhecimento e informação para liberarmos grandes histórias ou estórias para os nossos leitores.
Onde quero chegar com isso? Na sua consciência.
Antes da crítica exacerbada devemos analisar se faríamos diferente, se seríamos diferentes, se teríamos condições de assumir tal compromisso, se somos capazes de fazer melhor ou ao menos igual, caso a resposta seja positiva, ou seja, sim, eu posso, critique. Caso contrário, assuma para si o ditado: “Falar é prata, calar é ouro”.
Criticar é uma ‘arte’ inerente a qualquer ser humano. Recebemos isso como educação. A mesma educação que tem como principal objetivo (re)criar pessoas capazes de fazer coisas inéditas e não simplesmente repetir o que as outras gerações fizeram e que nossos colegas fazem.
Se até Carlos Drummond de Andrade disse que a poesia dele é cheia de imperfeições. Que se ele fosse crítico, apontaria muitos defeitos. Faço minhas as palavras dele. Deixo para os outros, pois minha obra também é pública.
Escrevo porque sinto. Porque me faz liberar endorfina. E liberando endorfina, fico feliz, e sendo feliz não penso e nem sinto coisas ruins. Escrevo por uma necessidade de expressar o que abstraio, na tentativa de confirmar que meus escritos também é ideal de muitos e não de um pássaro só.
Escrevo com o intuito de chegar até o leitor da forma mais simples possível. Quero que ele entenda e não que pegue meu texto de diga para o seu amigo: “Nossa, como fulano é inteligente” simplesmente por conter palavras bonitas e retiradas de dicionários.
Escrevo para os meus leitores assimilarem e guardarem para si, pois essa é a função principal da escrita, registrar o pensamento que um dia foi pensado, ou a atitude que um dia foi tomada.
Enfim, escrevo na tentativa de exercitar nos leitores o ato da distração, da reflexão e principalmente para que eles não usem o cérebro de menos e adquiram a preguiça de pensar. Quando escrevo, não é por obrigação, mas sim por inspiração, por transpiração, por prazer, por excitação, entende?!
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