Rumos da Educação


Artigo para Revista Estilo Off Julho 2011

É meus caros, como já dizia Dona Jura da novela O Clone: “Não é brinquedo não”. O mercado competitivo e estritamente capitalista chegou até a educação e com força total! Com ele chegam pontos positivos e consequentemente, negativos, tendo em vista que se tratando de educação, trata-se de vidas sendo educadas para um mundo “melhor”.

A partir dos anos 80 os consumidores começaram a ter uma sensibilidade maior ao que diz respeito à qualidade do produto adquirido. Pode-se afirmar que qualidade e confiabilidade são palavras fundamentais para o processo de fidelização da clientela. Por este motivo há tanto tempo vem-se buscando transformar o cliente e o produto em verdadeiros parceiros, onde há uma confiança mútua.

Juntamente com o histórico da busca incessante da qualificação, surge a necessidade de profissionalização, ou seja, surge o ensino profissionalizante, que vem com uma responsabilidade ética, consolidando um sistema de trabalho que busca muito mais do que prática, e que de forma deturpada está possibilitando uma agilização de forma extremamente conteudista e que não fomenta a formação completa do indivíduo.

As pessoas anseiam sempre por novos horizontes e uma forma de sobrevivência com qualidade de vida. Com isso, investem na educação como um subsídio para o seu crescimento profissional e econômico. Estudar, ainda é a principal forma de garantia de um futuro para si, por mais que muitos pais acreditem que financeiramente seria melhor colocar seu filho numa escolinha de futebol (sic.).

Atualmente o maior desafio dos dirigentes, principalmente de Instituições de Ensino Particulares está em oferecer uma educação de qualidade aliada a um valor mínimo? A competição entre quem tem mais cursos bons e baratos tornou o mercado educacional uma feira de produtos às vezes alcançáveis, outras vezes sonhadoras. Aliar bons preços, com bons cursos, não é tarefa nada fácil. O mercado está exigente. As pessoas estão mais críticas, têm mais noção dos seus direitos, buscam mais qualidade e querem estabilidade profissional.

Dizem que a propaganda é a alma do negócio, mas atualmente as pessoas querem bem mais do que receber panfletos na rua e ouvir anúncios em rádios, elas precisam de confiabilidade total. Elas anseiam por fidelidade e por respeito aos seus direitos. Não basta ter “225” cursos listados, é preferível ter dois com uma qualidade ímpar, onde as pessoas tenham acesso a um conhecimento que perpetuará por toda sua vida.

Baseando-nos de que é através do famoso “boca-a-boca” que as universidades têm a sua maior propaganda, tratar este cliente como seu principal aliado é imprescindível. Creio que seja muito importante que toda escola tenha em seu planejamento de marketing, verbas que sejam utilizadas para incentivar influenciadores. E mais do que isso, agir conforme o que se prega, não criar um universo fantasioso que irá contradizer a sua ação prática cotidiana.

Existem milhares de Instituições que pregam em seu marketing um respeito ao estudante, mas que na prática a história é bem diferente. Esta contradição também participa da propaganda de uma Instituição.
Segundo Michael Porter (diretor do Instituto de Estratégia e Competitividade da Universidade de Harvard), só existe duas formas de competir: diferenciação ou preço baixo. As Instituições que tentam aliar ambos, devem entender que precisam se preparar para digladiar com os baixos preços.

É um trabalho mais árduo, contudo mais fácil. Para o sucesso desta escolha, se faz necessário descobrir o que o cliente valoriza numa Instituição. Dar ao cliente a oportunidade de opinar sobre seus anseios, enfim, é preciso trabalhar de forma inteligente, agregando valores e oferecendo um produto diferenciado com ênfase no consumidor.

Na era da globalização, onde o bom já é totalmente descartável, onde se precisa de atitude e de profissionais que saibam desenvolver qualquer tipo de trabalho, onde a competência é a capacidade de mobilização de saberes, ou seja, saber-fazer, saber-ser e saber-agir, a substituição da qualificação pela competência é inerente a qualquer individuo que queira entrar no mercado de trabalho que exige uma polivalência. Pense nisso!
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