Estou feliz… e assim quero continuar


Artigo para Revista Estilo Off Março 2011

Preciso dizer que estou feliz. Dentre tantos motivos, o retorno da nossa Revista Estilo Off é um deles, pois sou muito grato pelo espaço e pelo carinho recebido através dos meus escritos. Após uma boa temporada ausente eis que retornamos à cena e aguardamos os próximos capítulos com muito sucesso, com certeza!
Estou feliz também porque no ano de 2010 não chorei em nenhum dia. Não é fantástico? Não chorei por não ter motivos para tal.

Depois de três décadas de vida, me dei ao luxo de chorar quando quisesse e não quando as pessoas tentassem fazer isso acontecer comigo.

Normalmente reservo um dia do ano para aliviar meu coração de todas as coisas que sofri e que me reservei o direito de não abater-me no momento em que elas aconteceram. Em 2010, isto não aconteceu. Bom e ruim ao mesmo tempo, pois a tendência é ir acumulando até não aguentar mais.
Em contrapartida, chorei no inicio de 2011. Motivos importantes? Não tive. Chorei apenas por um filme que vi no dia 1 de janeiro, chamado SEMPRE AMIGOS. O filme relata a história de Maxwell Kane (Elden Henson), um garoto de 14 anos que tem dificuldades de aprendizado e vive com seus avós desde que testemunhou o assassinato de sua mãe, morta pelo próprio pai. Quando Kevin Dillon (Kieran Culkin), um garoto que sofre de uma doença que o impede de se locomover, se muda para a vizinhança eles logo se tornam grandes amigos.
O filme mostra o grande valor de se ter amigos verdadeiros. Estamos sempre precisando deles para alguma coisa. Meu réveillon foi assim, rodeado de amigos. No filme vemos que a união faz a força, que somos mais do que vencedores quando buscamos uma convivência harmônica. Brigas fazem parte de qualquer relacionamento, sair bem delas é uma inteligência perspicaz para poucos.
O filme também mostra como a família faz parte de qualquer processo em que vivemos. Ter o apoio e às vezes o inverso faz parte de um aprendizado que resultará num ser humano mais íntegro, inteligente e astuto.
O filme também nos mostra os diversos olhares que as pessoas têm da nossa vida, que deveria ser particular, mas que indiscutivelmente se torna pública. Chorei, porque homens também choram.
O poder de reconstrução do ser humano está literalmente atrelado ao que ele viveu, vive e assimilou neste período. Como crianças aprendendo a engatinhar, todo indivíduo necessita de um apoio, seja em que âmbito for, para a compreensão da sua existência.
Somos o que somos porque temos outrem nos transformando.

Disponibilizamos nossos sentimentos e desejos nos outros a fim de satisfazermos o eixo central do nosso egocentrismo.
Vejo as situações ocorrendo e me pego pensando no motivo pelo qual somos tão vulneráveis ao prazer de coisas tão banais.
Pessoas que nunca participaram de nossas vidas diárias, não sabem das nossas necessidades, não estão presentes em nossas crises, alimentam-nos de uma esperança de que um dia nos tornaremos como eles. Será?
Convecionou-se pelos modismos que se apoderam do cotidiano das pessoas, por meio de modelos de comportamento que são totalmente inversos a realidade de cada um, sermos vencedores, mesmo que tenha a necessidade de ultrapassar os limites que forem.
As pessoas mentem, omitem, escolhem, criticam e às vezes agem. Algumas iniciativas são irreversíveis e quando vemos, já estamos criando e participando de um circulo vicioso que chegará num só lugar: o da derrota.
Disse inicialmente que não tive motivos para chorar no ano de 2010, no entanto, neste inicio de 2011, tive muitos motivos para ficar apreensivo e quem sabe derramar lágrimas de desespero por não saber para onde vamos e quem irá nos guiar.
Vi pessoas desejando morte de outras, vi pessoas tripudiando da tristeza alheia, vi pessoas chorando, vi pessoas sem escrúpulos, vi pessoas ganhando e pessoas perdendo, vi pessoas lutando, mais o melhor de tudo é que vi pessoas literalmente VIVENDO. Descobrindo que a vida é muito mais do que poder, financeiro e status. Que mesmo parecendo clichê, a vida é bela, quando se tem amigos ao nosso redor.

Como sempre digo para meus amigos: Burrice é sentir a vitória através da derrota dos outros. A vida é como um bumerangue, tudo que vai, um dia volta!

Pense bem nas suas atitudes para os outros e não faça com eles, o que você não gostaria que fizessem contigo. Amém?!
Alex Soares é professor, colunista do Jornal Macaé News e colaborador da Revista Estilo OFF de Itaperuna. Sigam-me os bons no twitter: @arsoarez
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