A sós comigo


Artigo para Revista Estilo Off Abril 2011


“Eu sempre achei que a experiência é uma faca de dois gumes; você evolui a partir dela, mas algumas vezes ela te fere. Somente uma coisa é certa: você sempre aprende com ela. E isso é o que realmente importa.” (Donald Trump)
Neste carnaval, ao invés de me jogar na folia das praias e/ou cidades grandes, preferi ficar em casa, deitado na minha cama e recordando alguns DVDs que tenho. Tendo em vista o corre-corre diário, muitas vezes não tenho a oportunidade de “degustar” coisas tão legais, como ficar deitado com meu notebook, vendo um DVD ou ouvindo uma música legal. 
Feliz da vida começo minha recordação com Maria Bethânia e seu álbum Maricotinha. Assisto a apresentação dela como se fosse a primeira vez. Quando vejo, estou de frente com a magistral cantora declamando o Poema do Menino Jesus de Fernando Pessoa e terminando com a música O doce mistério da vida numa versão de Alberto Ribeiro. Precisa de coisa melhor? Literalmente não…
Sei que existem pessoas que irão “torcer o nariz” para o que escrevo, mas leiam este texto com toda diversidade cultural possível.
Não gosto de Funk e sertanejo, mas é uma opção minha e mais nada. Faço isso com o mesmo direito de quem não gosta de Bethânia. Mais não quero aqui discutir essa questão.
Fiquei pasmo comigo quando não senti vontade de sair e me esbaldar nos tamborins, confetes e serpentinas.
Aí, lembro-me de uma frase que li de Oscar Wilde que diz: “A experiência é uma coisa que você não consegue adquirir através do nada.” Mais feliz fiquei ao redescobrir que alguns anos de vida me deram a opção de escolha. Deram-me a dádiva de ser quem sou e o melhor de tudo, proporcionaram-me a constatação de que cresci como pessoa.
Nem só de badalação vive um ser humano. Meus carnavais passados foram sempre com muita festa, e quando não tinha a oportunidade de fazer esta festança, me sentia péssimo. Não tinha carnaval!
Em 2011 não tive isso e estou feliz da vida ouvindo Bethânia me dizer: 
“Minha vida que parece muito calma
Tem segredos que eu não posso revelar
Escondidos bem no fundo de minh’alma
Não transparecem nem sequer em um olhar
Vive sempre conversando à sós comigo
Uma voz eu escuto com fervor
Escolheu meu coração pra seu abrigo
E dele fez um roseiral em flor
A ninguém revelarei o meu segredo
E nem direi quem é o meu amor”
Digam-me, eu posso querer mais o quê da vida? Nada. Esses segredos são indiscutivelmente primordiais para nossa (com)vivência e mais ainda, para nos sentirmos mais vivos, lúcidos e felizes.
E a história se repete sempre. Descobrimos os maiores prazeres da vida quando adquirimos essa tal de experiência, que ninguém no mundo é capaz de lhe ensinar, não existe em mercado para comprar e você só conhece na ação.
Então, viva a sua verdade, pois ela lhe fará adquirir muita experiência e você descobrirá se valeu a pena ou não.
Hoje constato que minha vida foi e é muito boa. “Sou feliz e agradeço, tudo o que Deus me deu…”, deixe a vida te levar. Seja feliz também!
Alex Soares é professor, colunista do Jornal Macaé News e colaborador da Revista Estilo OFF de Itaperuna. Sigam-me os bons no twitter: @arsoarez
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