Afinal, de quem é o Petróleo?


Hoje, quarta-feira (17/03/2010), o estado do Rio de Janeiro parou para cobrar direitos sobre os royalties do petróleo. Caravanas, cheias de “militantes” chegam no município do Rio afim de reivindicarem sabe Deus o quê. Na verdade a maioria das pessoas que irão participar desta manifestação são leigos quanto a criticidade do assunto. Vão interessados no passeio até a orla de Copacabana ou por tentar aproveitar algum resquício do que se poderá obter com tal passeata.
São esperados 12 mil manifestantes de municípios vizinhos ao Rio em mais de 200 ônibus, é muita gente e gasto de dinheiro também.
A concentração acontecerá num cenário bem propício: Candelária, no Centro do Rio, às 16 horas, e seguirá pela Avenida Rio Branco até a Cinelândia, onde haverá um ato público. E como o povo brasileiro gosta de uma festa, o evento terá vários artistas como Sandra de Sá, Alcione e Escolas de samba, para alegrar os “famintos” por petróleo(sic.).
O casal Garotinho movimentou a cidade inteira enviando mais de 4 mil pessoas para participarem. Alguém sabe o porquê?
A prefeitura de Macaé disponibilizou 40 ônibus para o protesto. Rio das Ostras e Quissamã contarão com 20 ônibus cada uma das cidades. A prefeitura de Búzios decretou ponto facultativo a partir das 12 horas e vai fretar sete ônibus para a população participar do protesto. A prefeitura de Cabo Frio também decretará ponto facultativo e mandará 10 ônibus. Ufa!
O governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, confirmou que estará presente na manifestação. A assessoria de imprensa do governo informou que representantes de municípios, empresários, além lideranças estudantis, políticas e comunitárias também estão se organizando para participar no evento. Lógico! Com certeza existe uma grandiosa vontade dos governantes e empresários de Minas Gerais em participarem do manifesto, pois se os royalties do petróleo forem distribuídos verdadeiramente, há de se julgar a viabilidade da divisão dos minérios de Minas para com todos do país.
Como a população gosta pouco desta ações, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, decretou ponto facultativo na capital a partir das 15 horas, que coisa boa, lutamos pelos royalties, e o mundo para!
Particularmente sou contrário a distribuição dos royalties por diversos motivos, dentre eles está a questão das cidades e os estados, sob a influência da exploração de petróleo, arcarem com custos sociais óbvios decorrentes da atividade: crescimento desordenado, demanda por moradias, escolas, infra-estrutura etc., portanto, é justo que tenham uma compensação maior.
Enfim, são mais de 7 milhões de reais em jogo, que serão distribuídos entre toda “comunidade” e no fim é cada um lutando por si, defendendo seus direitos e seus interesses pessoais, pouco importando o coletivo. E você, concorda com a distribuição?
Alex Soares / Colunista
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